sábado, 11 de outubro de 2025
Ripas da vida
quarta-feira, 25 de dezembro de 2024
O passarinho
Comprei um passarinho de mentira, de brinquedo, daqueles que prendem nas coisas e balançam ao vento.www Fui mostrar para o meu filho, mas a reação dele depende muito da idade:
Com um ano ele quase não fala, mas fica espantado. Ele pensa: como isso aconteceu?
Com três anos ele fala um pouco, e fica meio "oooohhhh".
Com cinco ele fala tudo, mas fica desconfiado. "Pousou aí, pai?"
Com sete ele já não é bobo, e diz: "mentira, isso é de brinquedo!".
Com dez ele se torna um irônico pré-adolescente e diz: "tá bom, pai, pousou sim um passarinho!".
Com doze ele nem responde, fica no celular fingindo que ignora.
Com quatorze ele olha e pensa: que coisa mais idiota...
Com dezesseis ele fica puto e diz: passarinho é o *##*#!
Ai ele fica adulto, perde-se um pouco o contato, até que um dia, lá pelos trinta, ele diz: "que legal, pai, vou fazer com meu filho também!"
terça-feira, 19 de novembro de 2024
Lojas de conveniência
Faça um redação contendo pelo menos duas figuras de linguagem
domingo, 10 de novembro de 2024
Bons fantasmas do passado
As vezes, quando a nossa vida sai um pouco dos trilhos, a gente lembra da infância, da adolescência, de uma época em que o mundo era tão diferente, tão mais colorido e cheio de descobertas.
Um tempo de amores, de sabores, de novidades, onde tudo era incrível, todas as pessoas, inclusive nós mesmos.Mas, na verdade, isso só uma ilusão. Naquele tempo havia também coisas ruins, dores e frustrações, aborrecimentos e problemas. A gente esquece, e isso é bom! Ficam na memória só as coisas boas.
Não percebemos hoje, mas daqui a algum tempo vamos lembrar desse ano que estamos com uma saudade tão grande, daquela época de ouro em que vivemos agora!
Espera só...
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
O bife do 403...
Eram mais ou menos 11h da manhã e o interfone do prédio me acordou. Eu percebi que tinha dormido além do horário e fiquei desesperado porque o meu filho entrava na escola 12:00.
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Lembranças do Makro!
Dizem que a gente só percebe o melhor momento das nossas vidas depois que ele passa. Isso é verdade. Queria aproveitar este espaço para registrar ótimas lembranças que aconteceram quando eu tinha 10 anos de idade.
Naquela época, meu pai tinha uma loja de rua que vendia doces, salgados e refeições. Foi o sustento da nossa família por mais de uma década. Por muito tempo eu vi meu pai envolvido em comprar refrigerantes, sorvetes e várias outras coisas em grande quantidade. Era muito divertido receber as encomendas pela manhã e ver como tudo se arrumava.
Quando eu já estava um pouco mais crescido, meu pai perguntou se eu não queria acompanhá-lo nas suas idas aos mercados da Barra da Tijuca. Mas espera que isso requer uma explicação!
Na década de 80 havia poucos hipermercados no Rio de Janeiro, sendo a maioria deles na Barra. Meu pai preferia ir nestes locais para comprar o que a loja precisava para toda a semana. Antigamente a Barra era quase um local fantasma, o shopping existia há pouco tempo e alguns mercados grandes ocupavam áreas de aluguel barato e relativamente próximas aos grandes centros.
Nossa ida aos mercados da Barra passou a se repetir toda segunda-feira por muitos anos. Isso já era certo e eu lembrava ansiosamente desde o final de semana que faríamos aquela viagem incrível pelo alto da boa vista, a cruzada pela avenida das Américas e pela atual Ayrton Senna, finalmente descendo a Grajaú-Jacarepaguá de volta para a Tijuca, isso já tarde da noite.
A nossa primeira parada na Barra era o FreeWay, onde meu pai preferia comprar arroz, óleo e outras coisas em quantidade. Era mais barato, mas não era o objetivo principal.
No Carrefour o grosso das compras era feito. A gente sempre comprava um monte de bobagens na hora: biscoitos, chocolates e qualquer outra coisa nova que a gente encontrava. Naquela época essa era a única oportunidade de ter contato com produtos importados.
Na saída do Carrefour o carro já estava abarrotado com caixas e sacolas. Muito arroz, feijão, macarrão e quantidades absurdas de tudo. Mas ainda havia uma última etapa a ser religiosamente cumprida: o Makro.
No antigo supermercado Makro a gente parava para comprar produtos especiais no atacado. Naquela época só podia entrar nesse mercado se você fosse lojista e não podia levar crianças. Meu pai dizia que eu tinha 15 anos e acabavam deixando a gente entrar.
Comprávamos chicletes, doces e outras coisas para vender na loja. Eu gostava de ir em cima daquele carrinho de compras diferente que tinha no Makro, que mais parecia um guincho. Era muito legal!
Posso dizer que vivi a história do Brasil naquelas segundas de Barra: durante o desabastecimento do plano cruzado, eu e meu pai lutávamos para conseguir comprar mantimentos básicos que sumiam das prateleiras, durante o plano Collor muitas marcas importadas apareceram e durante o plano Real nós fazíamos contas com a URV, moeda provisória atrelada ao dólar.
Em uma dessas idas no Makro meu pai se apaixonou por um aparelho de som com toca-fitas e rádio e comprou na hora! Foi um dia ainda mais legal, porque a gente chegou em casa e montou o aparelho na sala onde ele ficou por tantos anos.
Ao final das compras a gente sempre parava no restaurante e lanchonete do Makro: uma mistura da fast food com bandejão. Nem lembro o que a gente comia, mas era tão divertido!
A volta era demorada e as vezes a gente pegava engarrafamento. A chegada de volta na loja, que tinha ficado funcionando com a minha mãe no caixa, era trabalhosa para guardar toda aquela quantidade de coisas que a gente havia comprado. Mas naquela época tudo isso para mim era diversão!
Muitos anos se passaram e ir até a Barra começou a não valer mais tanto a pena. O próprio comércio do meu pai foi ficando mais difícil com as eternas crises econômicas brasileiras e ao final de 2002 a loja fechou de vez.
O que ficou disso tudo foi a saudade e as boas lembranças dos tempos que não voltam mais. Um momento tão feliz da minha vida, mas que eu nem me dei conta que lembraria décadas depois.
Mas tudo bem! Eu e meu filho hoje vamos ao mercado e ele não perceberá o quanto isso é precioso. É a vida seguindo seu caminho...
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
A Glauciana está?
Eu já disse que não tem nenhuma Glauciana aqui em casa, mas eles não entendem e continuam ligando. Hoje foram cinco tentativas.
Em uma dessas ligações, a atendente, muito comportada, me disse que "foi engano". O tom mudou completamente quando eu falei que "não era engano", que eles estavam "enchendo o saco". Ela danou-se a se irritar comigo.
Parece que eles não gostam muito quando o outro lado incomoda dizendo bobagens. Que coisa!
A próxima vez vou dizer que Glauciana morreu, eu matei e vocês do Itaú são os próximos! Ei! Boa ideia para um episódio de Dexter...
terça-feira, 12 de junho de 2018
Memórias estáticas
Acordei triste porque este local, cheio de discos antigos, não existe mais. Estava lá só quando eu era pequeno. O apartamento foi vendido. Os móveis, discos, sabe-se lá que fim levaram. Nada disso existirá novamente, não faz parte do mundo em que vivemos.
Mas a tristeza durou pouco, porque eu sei onde encontrar tudo isso novamente. Volto a dormir sorrindo, pois a estante de discos está lá, pronta para ser bisbilhotada. O local ainda persiste, forte e límpido na minha memória, onde ele mais importa.
Assim como todos os detalhes daquele apartamento de fundos, da rua Costa Pereira: as janelas com grades oxidadas, o piso da cozinha, pequeno e azul escuro. O banheiro verde com azulejos diferentes cheio de adesivos, o sinteco fosco e a televisão no centro da sala.
Está tudo lá, ao acessar da minha memória. Momentos felizes e outros nem tanto. Não posso modificá-los, não posso interagir, apenas observar minha mãe corrigindo provas, em uma mesa de madeira, que se abria como mágica. Posso ver meu pai fazendo anotações em uma mesinha de cabeceira perto da cama.
Posso abrir os armários e lembrar das roupas e bobagens que a gente tinha. Será essa a função das coisas? Fazer a gente lembrar de um tempo que não volta mais?
E todos estão lá, aqueles que habitavam a casa, em épocas diferentes, momentos da nossa vida: minha irmã, meus avós, amigos e vizinhos. Estão todos lá!
Acordo novamente, na minha casa, o despertador tocando e a minha vida seguindo. Lembranças novas sendo feitas, enchendo o futuro de sonhos.
sábado, 15 de julho de 2017
Reviews contra a burguesia
Nas últimas semanas meus Apps tem sido atacados por reviews de uma estrela reclamando de problemas pequenos e da propaganda. Querem menos propaganda e mais funcionalidade!
Meus apps têm apenas um banner com 150 pixels na parte inferior (ou às vezes superior) da tela. Cerca de 100KB de dados a cada 60s. Meu Deus! Onde iremos parar? Por menor que seja o dispositivo não deve ocupar 10% do display.
A internet é cheia de hype, metido a intelectual, esquerdinha leite-com-pera e anticapitalista de meia tigela. Brigam para destruir a "burguesia" que leram no livro de história, enquanto o Google e o Facebook entubam a grana de todo mundo.
Não ganho muito com banners: cerca de 50 dólares por mês. É um almoço de domingo ou uma compra de mercado. Muito menos do que deveria considerando o quanto eu perdi de tempo desenvolvendo.
Um deles mandou eu trabalhar no McDonalds. Será que estão contratando?
Os direitinhas, a patrulha moral da internet, ficam ofendidos com o aspecto comercial do meu trabalho. Para eles eu deveria gastar meu tempo e oferecer um serviço de qualidade e grátis sem querer nada em troca. Tudo pelo bem da humanidade.
Por esta humanidade? Não quero não...
terça-feira, 20 de junho de 2017
The CodFish
domingo, 16 de abril de 2017
Odeio Coentro!
quarta-feira, 1 de março de 2017
X-tudo em dois pães
A moça que atende vacila e gagueja, perguntando se o cliente tem mesmo certeza. Com a
confirmação do rapaz, que aparentemente estava mesmo com fome, a atendente chama o dono do estabelecimento que pergunta ao desconhecido:
- Esse sanduíche é para você e mais quantos?
- Só para mim. Estou faminto...
Acostumado com a cidade grande e seus hambúrgueres: King, Donald e Bob's. Confiava o estrangeiro que aquele sanduíche ainda precisaria de acompanhamento extra. Peça pelo número! Ele lembrou.
O cozinheiro recebia o pedido e murmurava algo incompreensível. A loja esvaziava lentamente em um prelúdio do que estava a vir. Havia um desafio lançado e podia se ouvir música de faroeste no ar.
A chapa quente foi limpa e todos os outros pedidos cancelados. Toda a atenção se voltava à moça que retirava, com as mãos trêmulas, uma quantidade enorme de mantimentos da geladeira embaixo do balcão.
Em alguns segundos, com a agilidade de um ninja, quatro ovos foram quebrados e assim como seis pedaços de carne tremulavam no metal quente. Começava a preparação de um banquete. As carnes foram picotadas formando um monte empilhado capaz de alimentar uma modesta família. Em cima delas uma quantidade enorme de queijo derretia formando um vesúvio de colesterol.
Um observador desatento acharia que estavam sendo preparados vários pedidos. Ainda mais porque, ao lado do montinho de carne, se instalaram quantidades abissais empilhadas de frango e lombo.
O frango, logicamente, não era gorduroso o suficiente para acompanhar os outros ingredientes e receberia cobertura extra de Bacon, além de maionese.
Uma das atendentes começou a cortar dois pães do tamanho de um prato de sopa com confiança revigorada. A medida que cada um deles foi recheado com as carnes, uma senhora que passava na calçada fazia o sinal da cruz e apressava o andar.
Quando o frango, lombo, carne e bacon já estavam nos dois andares de cada um dos dois pães, ocupando 120% do espaço destinado ao sanduíche, o cozinheiro fazia milagres e ainda encaixava milho, mais maionese, ketchup, tomate e uma folha de alface, para ficar mais leve.
Foi aí que o forasteiro percebeu que tudo aquilo era para ele. Pediu para viagem, com voz vacilante, para desapontamento da plateia que acompanhava de longe.
Pagou rápido e levou aquilo tudo em dois sacos de supermercado. Compras do mês, alguém pensaria. Enquanto seguia seu caminho o dono da loja ria como chefe de fase de videogame, certamente pensando que ninguém jamais se atreveria a pedir um x-tudo em dois pães sem trazer vários amigos para ajudar. Esses turistas...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Cristiano Ronaldo digital - o incomparável!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
WiFi via satélite
A OI diz que "compartilha apenas 1M bit/s" da sua internet com usuários "cadastrados" só quando estiver "ocioso" e quando "você não estiver usando". OK, eu até aceitaria se me pagasse uma grana. Sem ciência do usuário é sacanagem...
Eu já fiz de tudo para desabilitar este WiFi, que para piorar e causar interferência, ainda é no mesmo canal da sua rede. Às vezes, até parece que você conseguiu desligar a desgraça, mas alguma coisa acontece e ela volta novamente. A minha solução final foi desligar completamente o WiFi e usar um roteador externo.
Quando o técnico veio aqui eu descasquei e pedi um modem novo, qualquer um, que pelo menos não forçasse o compartilhamento de um serviço. Ele teve a coragem, a astúcia, o sacanagem, de me dizer que a rede OI WIFI não vinha do meu modem: era de um satélite.
Eu desliguei o meu modem e a rede sumiu por um tempo, depois reapareceu, pois todos os vizinhos que tem OI tem esta droga habilitada. Eu não tinha como provar para ele que a rede não vinha "do satélite".
Você sabe qual a distância até o satélite? São 35 mil quilômetros! Eu ficava cada vez mais puto. Você acha que algum celular vai captar WiFi vindo de um satélite? Um sistema que não funciona mais de 500 metros! Você acha que celular tem antena parabólica? Você tá de sacanagem?
Mas a rede WiFi não sumia quando eu desligava o modem, apenas reduzia um pouco a potência. Pode até ser que a OI esteja colocando roteadores nos postes, mas no satélite é sacanagem.
O pior que o roteador da Technicolor da OI é tão ruim que o WiFi não passa de uns 30 metros. Que tecnologia avançada!
No auge da discussão o técnico me falou que onde ele mora, longe pacas, nem me lembro o nome, ninguém tem OI na vizinhança dele e mesmo assim tem a tal rede "OI WiFi de satélite".
Então eu perguntei, mudando totalmente de assunto: "nem você, que é funcionário da empresa, tem internet da OI?"
Ele respondeu: "eu não! Tenho um modem Vivo que é bem melhor!".
Eu desisti de discutir e saí rindo. Sábios são estes técnicos da OI. Não é?
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Você lembra da sua faculdade?
Desenhei em um papel as três colunas, uma para cada período, e comecei a escrever. Cálculo 1, 2 e 3. Física 1, 2 e 3. Esses são fáceis.
Geometria analítica e geometria descritiva. Desenho foi no segundo ou terceiro período? Não, espera aí, são dois!
Teve aquele professor que ninguém entendia nada, o que ele dava mesmo? Era análise de alguma coisa...
Mecânica técnica, resistência dos materiais, eletricidade. Não, para tudo! Estas são depois do básico!
Tinha aquele velhinho que reprovava todo mundo, a maluca que chamava os alunos de idiota, o sem noção que dizia que não ia passar ninguém e o professor que cobrava a xerox da prova. Qual matéria eles davam mesmo?
Olhei para o papel e havia 9 disciplinas apenas. E uma delas eu só lembrava que era análise, não sabia do quê. Análise técnica? Estatística? Psicológica? Está última teria sido util...
Dei me por vencido e fui na página da Engenharia da UERJ procurando pela grade. Para minha surpresa, quase exatamente igual à minha época. Vinte anos atrás, direto do túnel do tempo do Vídeo Show.
Percebi então que eu simplesmente apaguei do meu HD cerebral duas disciplinas de química, uma introdução ao processamento de dados, cálculo numérico e mais algumas outras.
Triste como tanto tempo se passou e eu continuo não usando quase nada do que foi ensinado.
A Engenharia poderia ganhar muito atualizando sua grade como fazemos no técnico. Pena que a academia tanto dificulta a mudança, se separando completamente do mundo real.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Trapaça sem valer nada no PES 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Selva Amarela
Até certo ponto interessante, pena que repetitivo, como todo tipo de produção com exibição diária.
Em um dado momento ouço Fagundes mandar um papo de "rouba mas faz", que parece ter sido o ápice da ideologia rala, mal pensada e desconectada da realidade que seguiu o folhetim.
Artisticamente falando, nota-se o absurdo da iluminação e maquiagem exageradamente amarela. Muito cansativa. Tudo se passa às 5 da tarde? O nordeste não é assim não...
Os diálogos lembram uma trama de cariocas que se mudou para as margens do rio São Francisco.
A fotografia é fantástica. Não podia deixar de ser. Fugiu, finalmente, do formato multi-câmera que regia todas as produções noveleiras da Globo. O que não se usa em drama desde a década de 70 nas TVs americanas.
Um avanço, pena que tão tarde. Continua difícil de assistir, como se fosse um remake artístico de "Selva de Pedra". Quem sabe "Selva Amarela"?