segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

WikiLeaks reescrevendo a história

A primeira vez que aprendi algo sobre a ditadura foi no meu primeiro livro de história recente do Brasil, por volta de sexta série. Já era final da década de 80 e não havia mais censura, mesmo assim o livro continuava a clamar a grande "revolução de 64".

Lógico que a verdadeira história do golpe não mudou nada desde aquela época. Teve apenas que ser reescrita. Muito trabalho, pesquisa, entrevistas e depoimentos foi e ainda será necessário para desvendarmos uma parte tão obscura da nossa história, a fim de deixarmos um importante registro para as próximas gerações.

Recentemente já se descobriu, em documentos liberados pelo próprio governo americano, que os EUA financiaram fortemente a nossa ditadura. Isso já pode constar nos livros. Há grande mudança na forma de entendermos o governo militar considerando certa esta antiga hipótese.

Uma pena é que a história verdadeira só pode ser conhecida após mais de 40 anos, tempo que levou para os EUA liberarem alguns dos documentos oficiais que provavam seu envolvimento em nossa ditadura. Quantos ainda teremos que esperar para descobrir o dedo deles nos nossos problemas mais recentes?

Aí que entra a importância do WikiLeaks. Poderemos descobrir muito mais rápido se os americanos financiaram a direita Brasileira, se ajudaram Collor, Globo, FHC, Serra, Alckmin ou outros. Há grande desconfiança, mas nunca houve certeza. Será que os primeiros livros já poderão ser escritos com a verdade?

Não é à toa que tanta gente está furiosa com Julian Assange, o criador do WikiLeaks. Apesar de algumas reclamações procedentes, como os casos onde os vazamentos poderiam divulgar a posição de agentes secretos anti-terrorismo, a maioria dos documentos deixam a diplomacia americana em má situação, justamente por terem se intrometido onde não deviam.

Recentemente o WikiLeaks divulgou emails da embaixada americana no Brasil contendo relações entre o candidato Serra e as petroleiras americanas. Nada de muito comprometedor. Nada que não se soubesse. A relevância disso tem teor histórico. No futuro, quando contarmos a época do Pré-sal para nossos filhos e netos poderemos dizer quem são os mocinhos e quem tentou fazer lobby para que o Brasil cedesse a exploração de suas riquezas para o estrangeiro.

O WikiLeaks divulgou também diversos emails contendo estranhas relações de nosso ministro da defesa Nelson Jobim com o embaixador americano. Ainda não ficou claro quais os interesses por trás de algumas conversas divulgadas, mas parece não ser simples coincidência a proximidade dos americanos com tucanos.

Em todo o mundo os vazamentos de documentos oficiais reescrevem a história, que pela primeira vez não será contada apenas por quem tem dinheiro. Podemos descobrir quem é o jogador, quais são seus movimentos e principalmente, quem são os paus-mandados deles aqui no Brasil.

Assange e o WikiLeaks precisam ser protegidos e estimulados. Esta é a maior iniciativa à democracia desde os Gregos, pois pela primeira vez teremos a chance de conhecer nosso verdadeiro passado e buscar o melhor futuro com nossas próprias pernas, um pouco mais protegidos das influências de Tio Sam.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O oposto da grande mídia

Concordo com a ocupação das comunidades no Rio de Janeiro. Já era a favor de que isso fosse feito muito antes das UPPs serem cogitadas. Tive esta idéia em 1996 enquanto jogava Warcraft II.

No jogo trava-se uma batalha em um mundo de fantasia da idade média e ganha quem possuir mais guerreiros e equipamentos, ou seja, recursos. Não há necessidade de matar o adversário, apenas tirar seu território e seu ouro é suficiente para levar a vitória. Muito parecido com o que está acontecendo agora no alemão e nas comunidades já ocupadas.

Mas não é sobre isso que escrevo agora, mas sim sobre algo muito estranho que está acontecendo comigo e com a mídia no último mês. Por incrível que pareça, este blog está  concordando com a Veja e o grande PIG na necessidade das ocupações. Isso não está certo.

Nunca, em toda história deste que vos escreve houve concordância tão veemente com a publicação da Abril. E não pára aí! O editoral do Estadão parece que saiu da minha boca e o que leio na Folha poderia perfeitamente estar neste blog.

Haveria uma mudança nos horizontes e nos tempos? Estou ficando velho e cansado de brigar? houve uma adequação da grande mídia diante da derrota de seu candidato nas eleições para presidente? Tudo é possível.

Como sou demasiado analítico, a idéia de separar o que acontece em possibilidades é tentadora. Vamos lá:

Primeira possibilidade. Eu mudei de lado. Estou mais velho e vou caminhando para um conservadorismo chato. Talvez daqui há alguns anos me encontrem no caixa de algum supermercado reclamando da vida e comprando bolachas para meus netinhos.

Segunda possibilidade. O PIG e a Veja mudaram. Cansados do jornalismo esgoto, resolveram se dedicar aos fatos reais e salvar a última lasca de sobriedade e profissionalismo que resta. Agora que escrevi, vejo o quanto isso ficou estranho e pouco plausível.

A Terceira possibilidade é a que eu mais boto fé, pois acho que no fundo a grande mídia não é a favor de gastar dinheiro para fazer as operações. Todos estes aplausos são apenas uma enrustida sede de sangue.

Teoria da conspiração ou não, o barões do PIG podem perfeitamente estar iludidos com os helicópteros e blindados da marinha, imaginando que depois disso virá a mão de ferro do estado, que removerá as favelas e vai restaurar a ordem em uma marcha da família com Deus pela liberdade. Soa familiar?

Neste cenário, os filhotes da ditadura ainda não perceberam que o objetivo destas operações não é matar bandido, mas levar o estado a uma população que precisa muito dele. Não acredito que haveria tamanha concordância se fosse apenas para gastar dinheiro com pobre. Nunca gostaram disso.

Se eu estiver certo, quando a poeira no Alemão baixar e começar a construção da infra-estrutura das UPPs e do PAC, o PIG voltará à sua luta contra a distribuição de renda, contra Lula e Dilma e principalmente contra o "excesso de gastos" com o povo mais pobre.

Desta forma este blog estará finalmente no seu lugar: o oposto da grande mídia. Assim espero, pois não gostaria que meus pensamentos se tornem elitistas, como aquelas pessoas que não emitem opinião antes de interfonar para o porteiro e perguntar se já chegou a Veja da semana.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Violência no Rio de Janeiro depois das eleições

Analisando esta confusão que acontece agora em novembro no Rio de Janeiro, não pude deixar de matutar sobre as implicações eleitorais caso toda esta bagunça ocorresse há dois ou três meses atrás.

Durante o período das eleições, apesar de alguns casos isolados, não houve problemas que pudessem deixar o atual governador Sérgio Cabral em má situação. Considerando que as atuais ações terroristas foram orquestradas por bandidos, por que não o fizeram antes das eleições?

Cabral acabou reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos, gozando de grande popularidade. Isso me leva a crer que traficantes estavam satisfeitos ou pelo menos conformados com a política das UPPs. Se houvesse toda esta revolta naquela época, ao ponto de atear fogo em mais de 20 ônibus por toda a cidade, haveria imediata reação pública, o que custaria muitos votos à Cabral.

A aparente apatia dos bandidos durante o período eleitoral foi realmente estranha, e ao pensar neste assunto me surgem três possibilidades de explicação. De qualquer forma, como demostrarei a seguir, alguém foi enganado em todo este processo.

A primeira possibilidade é bastante maldosa da minha parte, mas totalmente possível se bem conheço a política do Rio de Janeiro. Cabral poderia ter feito um acordo com os bandidos, de mútua não-agressão, até o fim das eleições. Neste caso nós fomos enganados.

Talvez, e neste caso estou sendo otimista, os bandidos tenham sido enganados nesta história toda. Cabral pode ter feito com que eles achassem que as UPPs iriam esmorecer com o fim do processo eleitoral. Com isso, deixaram de criar tumulto para facilitar a reeleição de Cabral. Como o governador não teria cumprido a sua parte no prometido, os traficantes estão a se vingar. Acho esta hipótese engraçada, pois leva a crer que nem bandido deve confiar em político.

E por fim há uma terceira possibilidade. Talvez eu esteja enganado e os criminosos nunca tenham se importado com as eleições. É possível que eles estejam planejado todas estas ações apenas para ganhar importância nas negociações com o poder público. Neste caso, as facções que controlam o crime cometeram um grande erro, deixaram de aproveitar o momento da eleições, onde os políticos são mais fracos.

Em qualquer uma das possibilidades, agora é um bom momento para agir. Cabral pode usar toda a popularidade que possui para brigar contra o crime organizado e o tráfico de drogas que domina a cidade há mais de 20 anos. Pela primeira vez em muito tempo há recursos na cidade para combater o crime, e uma população que não está revoltada com as ações da polícia, muito pelo contrário, deseja sua proteção e as unidades pacificadores.

Infelizmente é uma guerra dura e haverá baixas, mas se deixarmos de lutar esta batalha muito dificilmente algum dia teremos a paz que tanto merecemos na nossa cidade maravilhosa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Comprando produtos direto da China, minha nova diversão!

Na última vez que o Brasil tinha moeda supervalorizada, de 1994 a 96, não pude aproveitar o momento. Naquela época meu salário era baixo e não dava para viajar. Tudo que fiz foi tomar vários sorvetes daquele Häagen-Dazs e comprar algumas bobagens no camelô. Ambos bastante decepcionantes.

Aí veio o ano de 1998 e o Brasil entrou em crise, forçando tantos brasileiros a dar adeus a seus sonhos de consumo. Mas chega de história triste, nossa moeda está novamente supervalorizada e este é o momento de aproveitar!

Está valendo muito a pena comprar produtos estrangeiros, e foi-se o tempo que isso era privilégio da classe A que viajava para Miami. Hoje com a internet criou-se muitas possibilidades, como por exemplo comprar direto do fornecedor na China ou de intermediários em Hong Kong.

Dependendo do que se deseja comprar, e do quanto se tenha disponível para gastar, pode-se conseguir muitas pechinchas. Lógico que há muitos sites falsos e muita gente que tenta passar a perna nos navegantes mais bobinhos, que digitam seu cartão de crédito em qualquer lugar. No entanto, com um pouco de cuidado pode-se conseguir comprar muita coisa com ótimos preços.

Dentre os diversos sites seguros na internet, pode-se destacar o DealExtreme. Situado em Hong Kong, o site consegue preços muito baratos pois mantém pequeno estoque. Quando fazemos um pedido, o DX, apelido  dado ao site, dispara os fornecedores da china continental (como Guangdong, por exemplo) para produzirem o que foi comprado. Com menor custo e pouco desperdício consegue-se preços imbatíveis, muitas vezes melhores que o Ebay ou MercadoLivre.

O DX possui contato com praticamente todos os fornecedores chineses e mantém uma loja virtual onde tudo pode ser pedido sem qualquer custo de frete. A variedade é incrível, desde aqueles baratinhos tipo camelô até celulares e notebooks caros. Uma festa!

Para pagar uma compra no DX deve-se possuir cartão de crédito internacional e uma conta no PayPal. Você não paga nada ao site chinês, mas sim a este confiável processador de pagamentos que repassa o dinheiro. Isso tudo não custa nada além do preço do produto, o PayPal não cobra nada ao comprador. Sem qualquer taxa adicional.

Além disso, usando o PayPal paga-se os produtos em real (R$) na cotação da hora da compra, normalmente algo próximo à média entre compra e venda do dólar turismo. A fatura do cartão vem escrito "dealextreme" com o valor em reais já convertido. Isso evita aborrecimentos com flutuações do câmbio.

O produto chega via correios na sua casa em um envelope com plástico bolha interno. Todas as vezes que eu pedi chegou direitinho, mas lógico que acidentes acontecem. É possível tirar fotos do produto e pedir para que eles enviem novamente. Talvez seja necessário mandar o produto de volta, ou seja, em tudo há um risco.

Falando em riscos, esteja preparado para a possibilidade de pagar imposto de importação. Muitas vezes a receita federal não cobra nada e o produto chega na sua casa sem qualquer taxação. Isso acontece principalmente em encomendas pequenas e de valor baixo.

No entanto, em certos casos pode se receber uma carta avisando que a retirada da encomenda está condicionada ao pagamento de 60% do valor do produto como imposto de importação. Esteja preparado para pagar este valor em dinheiro na agência dos correios ou preencher um pedido de revisão caso seja cobrado mais que o devido. Neste caso, anexe ao formulário a página do produto impressa mostrando o preço, o pedido, o valor pago e a fatura do cartão. Não dê bobeira!

Abaixo, mostro exemplos de produtos do DX, do mais barato ao mais caro, para se ter uma idéia do que tem para vender. É tanta coisa que se fica perdido, ou sem o salário do mês!

Não se esqueça de verificar a taxa de câmbio e de reservar algum dinheiro para o imposto de importação. Os preços referidos neste texto são de 16/11/2010 quando o dólar estava em torno de R$1,74. Atenção que isso tudo pode mudar sem avisos!
- Adaptador BlueTooth
Muito barato, menos de 2 dólares! Comprei um e funcionou. Bom para usar para conectar o telefone celular ao computador ou a um headphone sem fios.

- Chaveiro cogumelo do Mário Bros!
Cuidado pois as fotos do DX são muito boas e os produtos sempre parecem grandes demais. Isso é apenas um chaveiro!

- Chaveiro controle remoto universal
Outro produto pequeno, mas muito barato. Não sai nem 7 reais mesmo com imposto de importação.

- Pilhas recarregáveis
Faz-se a festa com as pilhas recarregáveis do DX. Muito barato (~3 dólares)! Pode-se ler as avaliações dos usuários para se saber qual vale a pena comprar.

- Lâmpadas LED
As lâmpadas LED são a nova sensação em economia de energia, pois gastam cerca de 1/6 das equivalentes fluorescentes. Esta é uma das mais baratas, mas não muito boas. Leia as avaliações!

- Lâminas para barbear e Aparelho para barbear
O DX vende produtos de marcas famosas, por um preço bem menor. Leia as avaliações para saber se o produto é real. Normalmente é. O barbeador sai por 20 dólares e as lâminas por 6.

- Etiqueta/Coleira eletrônica para cachorros
Muitos produtos chineses não tem a menor utilidade. Este serviria, por exemplo, como coleira para cachorro onde uma seqüência de leds indicaria endereço, telefone e qualquer outra coisa. Cuidado porque às vezes o manual é em chinês! Leia as avaliações ou arrisque se for barato.

- Mini Geladeira USB!
Se você achava que isso não existia, acredite que é verdade. No DX, por cerca de 20 dólares pode-se comprar uma pequena geladeira USB! Ao que parece, dizem que funciona mesmo!

- Rádios de carro SEM CD! Apenas USB!
Rádios de carro sem CD podem ser uma boa idéia. Quem usa CD hoje? Tendo-se um pendrive de 4GB (Kingstone original no DX por 11 dólares) pode-se colocar todas as músicas que você quiser. Este sai por cerca de 100 reais mesmo com 60% de imposto de importação.

- scIphone
Não é o iPhone, é o "equivalente" chinês. Ouvi falar que estas cópias são muito ruins, mas o pessoal dos fóruns fala bem deste. Só acredita vendo? Veja os vídeos! Custa por perto de 200 reais com 60% de imposto de importação.

- Dingoo A320
Esse é o meu xodó! O dingoo A320 é simplesmente um console portátil emulador de mega-drive, master system, NES de 8 bits, supernes, fliperama (MAME), NeoGeo, CPS1 e 2, Playstation 1 e todos os gameboys. Ainda toca vídeos DIVx/AVI sem conversão e roda linux! Quando eu tiver o meu em mãos vou fazer alguns vídeos e volto a falar dele...

- Netbook com winCE

Alguém tem coragem de comprar um netbook no DX? Eu não tenho. Mas muita gente já comprou este e diz que é "mais ou menos". Não roda windows, apenas a versão compacta chamada winCE. Será que por 85 dólares vale a pena arriscar?

Este post fica por aqui, pessoal, mas ainda há muito que falar sobre o DX. Há o programa de pontos, os fóruns, o Drop Shipping, o Bulk e outras barganhas. Deixo para a próxima! Boas compras e boa sorte!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ganhe dinheiro na internet

Se você passa muito tempo na internet e possui conexão banda-larga é possível aproveitar-se de diversas promoções e formas de ganhar dinheiro. Muitas empresas pagam pela sua atenção ou para que você disponibilize espaço para publicidade.

Conhecimento de HTML/PHP/JAVASCRIPT pode ser desejável, mas não primordial para obter-se sucesso. Muitas estratégias não requerem mais do que tempo livre e boas idéias, o que nem sempre são fáceis de obter.

Tendo-se um site ou blog razoavelmente bem divulgado e visitado pode-se utilizar o Google ADSENSE para ganhar dinheiro. Fácil de instalar, o ADSENSE gera anúncios baseados naquilo que você mais escreve, tentando buscar relevância com o conteúdo que você está disponibilizando.

Por exemplo, se você possui um site de games, o gerador de anúncios vai procurar outras páginas de jogos online e colocar dentro do seu conteúdo, criando links em formato de figura ou texto. Cada vez que um usuário de seu site clicar nestes anúncios você receberá um depósito na sua conta do ADSENSE, algo como 1 a 10 centavos por click.

O problema é que só se pode receber quando ultrapassar U$100, o que demora muito na maioria dos sites. Este blog, por exemplo, recebe cerca de 30 visitas diárias, e normalmente apenas 0.1% das visitas se transformam em cliques. Em condições normais eu demoraria 92 anos para receber!

Para obter algum resultado deve-se tentar divulgar o site e criar conteúdo interessante, que atraia a atenção de mais pessoas. Para ter sucesso no ADSENSE sugiro escrever sobre algo que você goste ou fazer um site promovendo serviços ou jogos grátis. Com algo perto de 500 visitas diárias é possível receber a cada e 6 meses. Não é muito dinheiro, mas você vai ganhá-lo praticamente sem qualquer esforço. Depois de instalado, o gerador de anúncios é automático, não necessitando de nenhuma intervenção sua.

Tenho cinco sites cadastrados no ADSENSE: este blog, minha página pessoal, dois sites de ajuda ao jogo hattrick.org e um contendo jogos de fliperama. Somando-se todos os lucros, já recebi U$390 em quatro anos. É bem pouco, não é para deixar ninguém rico, mas foi o suficiente para cobrir os custos com provedor e com o domínio que tive nestes anos, ainda sobrando a maior parte do dinheiro.

Para colocar os anúncios do Google no seu site você deve primeiro se cadastrar neste link. A seguir, depois de logar no sistema, deve-se clicar em "AD SENSE SETUP", "GET ADS" e finalmente "AD SENSE FOR CONTENT". Escolha um tipo de anúncio adequado para o seu site, alguns exemplos são mostrados aqui, e receba o código HTML/JAVASCRIPT referente ao gerador de propaganda.

A seguir, cole o código no HTML da sua página. Existem muitos sites que explicam como fazer isso. Como eu havia dito, algum conhecimento de HTML/JAVASCRIPT tornará tudo mais simples. No caso de blogs do blogspot você pode adicionar a propaganda apenas clicando em "DESIGN", "ADICIONAR UM GADGET" e "GOOGLE ADSENSE".

Uma forma bem simples é gerar um anúncio do tipo "Leaderboard (728 x 90)" e colar o código depois da tag HTML BODY. Isso colocará o anúncio no topo da sua página. A maioria das pessoas clica no que houver de interessante na parte superior da página, por isso deve-se dar atenção para não desperdiçar a chance.

Se você quiser colocar propaganda na parte lateral do seu site use um Skyscraper (120x600) ou Wide Skyscraper (160x600). No blogspot é só seguir o mesmo procedimento, mas em uma página HTML qualquer a forma mais fácil é procurar por algo escrito na lateral desejada, usando um editor como o notepad, e colar o código obtido no site do ADSENSE logo abaixo do texto encontrado. Pode-se usar um editor como o Dreamweaver ou FrontPage se ficar mais complicado.

Para receber o dinheiro, quando finalmente você tiver completado os U$100, o usuário deverá abrir uma conta em um banco intermediário ou procurar sua agência bancária para receber valores de fora do Brasil. Eu preferi abrir uma conta no banco rendimento que serve de intermediário para enviar o dinheiro para a minha conta corrente. No entanto, qualquer banco poderá receber a ordem de pagamento do Google, converse com o seu gerente.

Assim como o ADSENSE, outro semelhante gerador de anúncios é o Afiliads.com do yahoo. Uma das diferenças é que ele paga em R$ direto na conta corrente. Possuí o mesmo sistema de clicks e anúncios e você recebe quando chegar a R$50. Uso o Afiliads há pouco tempo e ainda não recebi, mas todos os fóruns são unânimes em afirmar que este programa paga corretamente. Vamos ver...

Já se você não possui página ou qualquer idéia para gerar conteúdo pode tentar aproveitar o tempo livre clicando em anúncios. Desde 2008 existem sites que pagam por clicks, conhecidos como PTC ou BUX. Os dois mais conhecidos são o NEOBUX e o ONBUX.

Nestes sites a cada dia são disponibilizados 4 anúncios e ao clicar e ver o conteúdo destes por 15 a 30 segundos você receberá 1 centavo. É pouco, mas há possibilidade de alavancar os seus lucros usando o valor ganho para investir no próprio site.

A cada 75 centavos é possível alugar três referidos que clicarão por você. Cada click de um referido você recebe meio centavo. Investindo-se todo o dinheiro que você ganhar é possível contratar cada vez mais referidos e receber mais dinheiro.

Usuários experientes em sites BUX conseguem receber 50 a 100 dólares a cada três meses. Não é muito dinheiro, mas também não perde-se muito tempo. Os quatro anúncios diários não consomem mais de 1 minuto do seu dia. É bem mais produtivo que a fazenda do orkut.

Existem outras formas de ganhar dinheiro na internet. Você pode ser pago por clicar, por postar em fóruns, por se inscrever em promoções ou por responder pesquisas. Tentei muitas destas alternativas e a grande maioria delas é armação. Estes quatro que indiquei foram os únicos que não pedem cartão de crédito e realmente pagam. Boa sorte na sua navegação e bons lucros!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os 30% perdidos por Dilma

Dilma se elege! Clima de festa em todos os blogs que a apoiam, inclusive este. Podemos respirar aliviados até a próxima batalha.

Fim de campanha, sossego na NET e na mídia. Este é um bom momento para reflexão. Uma ótima hora para responder uma pergunta que ainda insiste em aparecer no apagar das luzes da vitória: por que apenas 56% dos votos válidos?

Na verdade, 52% é mais adequado para nossas comparações, pois trata-se da quantidade de votos absolutos, incluindo nulos e brancos. Por que apenas metade dos eleitores quis defender a continuidade do governo Lula?

O atual presidente possui 82% de popularidade, ou seja, de pessoas que consideram o governo bom ou excelente. Somando-se aqueles que consideram o governo razoável, este percentual chega a 94%. Como pôde um governo tão bem avaliado transferir tão poucos votos para a sua candidata?

Existe uma distorção enorme entre estes dois dados. Se subtrairmos a popularidade do governo Lula (82%) dos votos dados à Dilma (52%), encontramos uma diferença de pelo menos 30% de pessoas que deixaram de votar na continuidade. Por que isso aconteceu?

Seguindo a tradição deste blog em fazer listas de motivos, vamos avaliar quais as principais razões pelas quais estes 30% foram perdidos. No futuro, isso pode servir de base para que possamos brigar ainda mais por estes  eleitores, entendendo por que eles aprovam o governo mas não querem que ele continue, por mais absurdo que isso pareça.

Vamos lá! Razões que levaram os eleitores que aprovam o governo a votar na oposição:

1) Acharam que Serra seria melhor:
Ao que parece, um bom número destes 30% achou mesmo que Serra era mais "experiente" ou "competente". Não adiantou pendurar FHC no seu pescoço. A bem da verdade, o governo Fernando Henrique acabou há oito anos e as lembranças daqueles tempos negros estão se esvaindo. Dentro em breve muitos não saberão nem mesmo quem foi o ex-presidente que quebrou o país três vezes.
Sem a herança maldita de FHC não houve como convencer muitas dessas pessoas que Serra privatizaria tudo, cortaria educação, saúde e investimentos, ao contrário do que ele pregava. Nas próximas eleições este efeito deverá ser ainda mais forte. Devemos nos preparar.

2) Acreditaram na história do aborto:
Muita gente é conservadora neste país e a história do aborto causou certa comoção. Com o apoio da mídia e de diversos líderes religiosos mal intencionados, espalhou-se calúnias de que Dilma matava criancinhas.
Tá certo que isso não foi suficiente para perder as eleições, mas no futuro o PT precisa de uma central de combate a boatos mais ativa. Isso vai acontecer novamente, possivelmente em um momento mais decisivo.

3) O efeito Marina e Plínio:
Talvez menos forte do que o planejado pela oposição, Marina e Plínio acabaram por cativar um grupo da população que ainda anseia por mudanças. Uma parcela do eleitorado aprova o governo, mas acredita que ainda deveria haver uma mudança radical no Brasil.
Este efeito poderá diminuir se o próximo governo for tão bem avaliado quanto este. Há uma tendência a não buscar novos candidatos quando tudo vai bem. Mesmo assim, acho inevitável que isso ocorra nas próximas eleições. Aconteceu com Ciro Gomes em 2002, Heloísa Helena e Cristovam Buarque em 2006 e agora com Marina em 2010.
A diferença de 2010 foi que Marina deixou grande parte do PV fazer campanha para Serra e Plínio pregou o voto nulo. No segundo turno, parte destes votos migraram para Serra e certamente fizeram parte dos 30% perdidos.

4) O escândalo da Erenice:
Como uma cópia dos aloprados em 2006, o escândalo da Erenice acabou por causar danos e engrossar os 30% perdidos. Há uma parcela do eleitorado mais sensível à mídia, que se não acabar votando no Serra, seu preferido, pode também optar pelo voto nulo de protesto. 
Por isso é tão importante que se invista em mídia alternativa, não apenas para levar o outro lado das histórias para a opinião pública, mas também para que se divulgue ativamente as "Erenices" de todos os candidatos, não apenas as do PT.

5) Dilma não tem tanto trato com a câmera e não fala tão bem como político tradicional:
Dilma melhorou muito, mas não tem a experiência com a mídia e com a TV que possui Serra. Gagueja, fala algumas coisas sem muito nexo e comete gafes. Isso tudo certamente prejudicou.
No futuro, um melhor tratamento com a câmera, aliado a bons resultados do governo, darão maior firmeza ao eleitorado de Dilma, diminuindo estas perdas. Não podemos deixar de levar em consideração que Aécio, possível candidato da oposição, poderá trazer um efeito carismático tipo Collor que esta eleição não teve, dificultando ainda mais a vida de Dilma.

6) O aumento de renda da população
A renda cresceu e hoje a classe C tem bem mais dinheiro e ambições de consumo. Talvez tenha havido um pequeno movimento deste eleitorado para à direita conservadora, iludido pelas idéias de corte de impostos e diminuição do estado.
Infelizmente isso vai continuar acontecendo. Quanto mais se melhorar a vida do classe média mais este tenderá a compadecer das idéias que hoje são características da elite. O governo Dilma deverá ficar atento à estes movimentos e buscar reformas que atendam a esta parcela, principalmente se o Brasil continuar crescendo, assim como a classe média.

7) O salário mínimo de R$600
Serra prometeu um salário mínimo de R$600 e aumentos para os aposentados. Possivelmente não os faria, ou se fizesse cortaria investimentos em todo o Brasil para fechar a conta. 
Serra fez esta promessa em um momento de baixa de sua candidatura, mas talvez isso possa ter influenciado o eleitorado fiel ao governo. Esse tipo de ilusão continuará a ocorrer, e caberá à campanha no futuro contradizer melhor estas promessas e evitar que a maioria veja nelas alguma viabilidade.
Não sei se deveríamos nos preocupar muito com isso. Se a oposição realmente achasse que tinha alguma chance real não teria feito tamanho kamicase. Devemos ficar atentos e reagir a isso no futuro.

8) O passado de combate à ditadura 
Se tanta gente não lembra mais de FHC, que dirá da repressão da década de 70. Neste caso, a campanha de mentiras sobre Dilma terrorista e assaltante pode ter levado uma parcela de votos, principalmente de jovens que não tem noção do que foi o golpe de 64.
O combate às perdas deste tipo de eleitorado é muito simples: criar uma eficiente central de boatos integrada à internet. Com ainda mais gente na rede, a próxima campanha isso será ainda mais importante. 

Bom, é isso. Demorei para publicar algo sobre isso embora já estivesse pensando há tempos nestas diferenças. Ponderei que seria melhor esperar estes dias mais frios da militância para que ter maior clareza do que foi esta disputa eleitoral.

Dilma terá muito trabalho pela frente e um de seus primeiros embates será conquistar a confiança destes 30% que não votaram nela. Empatar com o presidente Lula em popularidade e manter os bons resultados já será considerado excelente, embora não garanta que parte da população deixará de cair na ilusão da direita no futuro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

José Serra pelos olhos de seus eleitores

Nada melhor que a opinião dos donos de carro para saber as vantagens e desvantagens que um modelo ou fabricante possui em relação aos outros. Seguindo a mesma linha de raciocínio, vamos descobrir quem é Serra pelos olhos de seus eleitores mais antigos e convictos.

Conheço vários. Muitos são ou foram meus colegas ao longo dos anos. Com alguns tive discussões memoráveis e com outros não falo mais sobre política. Nem sempre vale a pena. Devemos respeitar a opinião dessas pessoas e evitar comentários que possam estremecer a relação profissional.

Vamos aos itens mais discutidos, aos temas mais recorrentes e enfim, ao motivos que levaram estas pessoas a escolher Serra ou o PSDB como representante de seus interesses. Ao fim desta exposição, o leitor notará que os candidatos tucanos não defendem abertamente nenhum dos fundamentos apontados por seus eleitores, mas por incrível que pareça continuam a receber sua confiança.

1) Bolsa Família estimula os mais pobres a não trabalhar.
Por máximo que se mostre as estatísticas de que grande parte dos beneficiários do bolsa família deixa de receber o benefício em alguns meses, quando começa a trabalhar, os eleitores de Serra não se satisfazem e continuam a repetir este mantra. Dizem que o Bolsa família é vagabundagem, eleitoreiro, faz o pobre "se encostar" e é um desperdício de dinheiro.
Recentemente a esposa de Serra afirmou isso mesmo diretamente a jornalistas. A nata dos eleitores do tucano quer o fim ou a forte diminuição dos benefícios sociais, pois os consideram maléficos à sociedade. Para pobre, apenas trabalho (e baixos salários), deve ser a conclusão.

2) O fim da universidade pública.
Um tema muito comum nas discussões que este blogueiro teve com tucanos. A maioria deles acha que a universidade deveria ser privada, focando os investimentos do estado no ensino médio e fundamental.
Não me lembro de ouvir Serra falar nada sobre isso, mas assim mesmo continua recebendo o voto destas pessoas. Engraçado é que estas muitas vezes se formaram em faculdades federais e estaduais, ou seja, com o dinheiro que acham ter sido indevidamente aplicado.
Normalmente eu mostro que não haveria ensino médio de qualidade se não houvesse professores formados nas universidades públicas. Em um país de faculdades privadas, apenas os mais ricos teriam acesso ao ensino superior e nunca seriam professores, mesmo se aumentássemos em até cinco vezes os baixos salários. Um exemplo disso é a baixa qualidade do ensino público dos EUA.

3) Empresa pública é muito ruim, deveria privatizar tudo por qualquer preço.
Eleitores tucanos desprezam tudo que é público. Desde bancos, empresas ou até escolas e universidades. Enquanto Serra tem um discurso defendendo estatais, seus eleitores concordam entre si que a privatização é um ótimo negócio para o país.
Banco públicos são os mais atacados. Afirmam que não funcionam, que são cabides de emprego e de pessoas encostadas. Muitos acham que deveriam ser vendidos por qualquer preço apenas para não haver mais o risco de "corrupção".
Continuam a desdenhar dos serviços públicos mesmo hoje depois da crise mundial em que o papel deles foi decisivo. Até da Petrobrás fala-se mal, e uma opinião comum é que a estatal seria muito maior e melhor se fosse privada.
Serra não defende abertamente a privatização, e dessa forma não se compreende a cega confiança que muitos de seus eleitores continuam depositando no tucano. Quem será o iludido?

4) O neoliberalismo do "pagamos muitos impostos".
Lendo os discursos atuais dos candidatos do PSDB não se encontra uma clara defesa do neoliberalismo. No entanto, seus eleitores são normalmente a favor desse expediente. Ao contrário do discurso de "fazer mais", os que votam em Serra gostam de crer que haverá diminuição de gastos e por conseguinte cortes nos impostos.
Um extranho paradoxo: enquanto os adoradores de Serra gostam de fazer contas do que comprariam ou fariam se não houvesse imposto de renda, o seu "guru" defende na campanha aumentos de salários e mais investimentos. Quem estará sendo enganado?

5) Cortes em direitos trabalhistas.
Não acredito que Serra jamais tenha sugerido abertamente cortar férias, décimo terceiro ou quaisquer outros benefícios trabalhistas. No entanto, conheço muitos eleitores do tucano que são empresários e votam em Serra por acreditar que ele fará uma reforma na CLT, permitindo menores gastos e, obviamente, maiores lucros para eles.
Este tema é um grande tabu na campanha do PSDB e até agora não foi utilizado por Dilma. Serra pode muito bem não comentar o assunto da reforma na CLT apenas para não afetar seu desempenho eleitoral, ou mesmo ser contra. O fato é que muitos de seus eleitores acham que Serra representa esta idéia. Quem estará certo?

6) Capitão nascimento para chefe de segurança.
A política de bandido bom é bandido morto é muito comum entre os eleitores de Serra. A maioria defende algum tipo de trabalho forçado ou mesmo pena de morte para qualquer tipo de crime. Estranhamente, não pensam o mesmo para sonegação de impostos.
A idéia de gastar algum dinheiro urbanizando favelas deixa os eleitores tucanos de mau humor. Para eles, os gastos sociais são o equivalente a ser assaltado e a maioria é a favor da remoção à força de comunidades. Pena que não se diga isso no horário eleitoral, a eleição seria bem mais fácil.
A repressão é reconhecida pelos eleitores tucanos como a única forma de agir em relação ao tráfico de drogas ou ao crime organizado. Não que eu discorde totalmente, mas ainda acho que programas sociais podem tirar os jovens deste caminho, ao contrário do que pensam os eleitores de Serra.

Nos últimos anos, o PSDB deixou seus eleitores mais adeptos totalmente sem defensor. Mesmo assim, as pessoas que têm algum ou todos os pontos de vista mostrados acima continuam a votar no líder que aparentemente os renega.

Quem estará certo neste caso é para mim uma incógnita. Abertamente, Serra é contra a remoção de favelas, a favor das estatais e da universidade pública, mas continua a atrair eleitores que são contra todas essas idéias.

Estará Serra enganando boa parte de seus adeptos, principalmente os mais convictos, ou na verdade fazendo um discurso vaselina para tentar se eleger? Espero, sinceramente, não ter que pagar para ver.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

How I Met Your Mother!

Prometi para mim mesmo não falar sobre eleições tão próximo da ressaca do último dia 3, quando uma sucessão de boatos e mentiras impediu a vitória de Dilma no primeiro turno. Agora Serra e sua privataria tem mais tempo de televisão para convencer a população que vender o país é uma boa idéia.

Para distrair um pouco, vou falar sobre o mais novo seriado da CBS chamado How I Met Your Mother. Na minha opinião, trata-se do melhor sitcom desde Friends, ganhando fácil de Big Bang Theory ou Two and a Half Men, meus outros dois preferidos.

O seriado só é novo para mim, pois já está na sexta temporada. Eu nunca falei nada sobre ele pois não o conhecia. Estranhamente, nenhum dos canais de TV a cabo do Brasil, que passam até programa japonês de auditório, se interessou pela série. Talvez o preço dos direitos seja muito alto.

Embora How I Met Your Mother se passe nos dias atuais, é narrada do futuro pelo personagem principal Ted Mosby (Josh Radnor), que conta aos seus filhos a história de como conheceu sua esposa e mãe deles. Veja o primeiro episódio (pilot) da série.


A não linearidade temporal marca a grande diferença desta nova comédia. Os episódios freqüentemente nos levam para o passado dos personagens, depois para o presente e para o futuro, dificultando muito para os roteiristas e para a produção. Cada história é contada pelo final, voltando para o passado para explicar o que aconteceu e indo ao futuro analisar as implicações.

Nem sempre o Ted Mosby do futuro, que conta a história, lembra exatamente como ela aconteceu. Neste caso, tudo fica em função de sua memória, como neste episódio em que ele não lembrava o nome de sua ex-namorada e todos acabaram chamando-a de "Blah-Blah".


Às vezes este retorno ao passado ou ida ao futuro é de algumas horas ou dias, mas também acontece de aparecerem cenas dos personagens mais novos ou mais velhos, o que rende boas risadas. Ted também modifica a história para tornar alguns elementos mais adequados a seus filhos adolescentes. No episódio abaixo, os personagens estão na faculdade e se comportam como universitários, ou seja, comem um "sanduíche"!


Parte do sucesso de How I Met Your Mother vem do personagem Barney (Neil Patrick Harris), que parece uma versão mais esperta do Joey de Friends. Barney é um dos mais engraçados, detentor de vários bordões como "Say whaaaat?" ou "What up?". Veja um episódio onde ele conversa com Deus e pede para que sua namorada não esteja grávida.


A série leva três dias para ser gravada e outros três para ser editada e finalizada. Como é semanal, trabalha-se praticamente 24/7 para colocar o produto no ar. Já são cinco temporadas completas e até agora nem sinal de quem é a esposa de Ted e mãe de seus filhos, o que já rendeu muitas teorias na internet.

Como se não bastasse a dificuldade, alguns episódios especiais contam com uma produção ainda maior. Na história, descobriu-se que a personagem Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) foi uma cantora pop canadense, e de vez em quando surgem clips de seus antigos "sucessos". Abaixo o primeiro episódio em que isso aconteceu.


Diversos atores e estrelas já foram convidados para participar de How I Met Your Mother. Britney Spears  apareceu várias vezes, além de Sarah Chalke do Scrubs e Laura Prepon do That 70's show. Veja a participação da Britney. Até que ela é boa atriz...


Assim como em That 70's show, houve também algumas produções musicais. Veja o episódio em que Barney canta "nothing suits me like a suit", sobre seu amor por vestir ternos.


Além disso, a série ainda conta com Jason Segel e com a famosa Alyson Hannigan (de Buffy e American Pie) interpretando o casal Marshall Eriksen e Lily Aldrin. Os dois são muito bons atores e dão sustentação para a história.

Bom, já deu para ver que eu gostei muito. Assista você também! Os episódios passam segunda-feira na TV americana e na terça ou quarta aparecem as legendas aqui no Brasil. Você pode baixar o episódio através do site eztv.it e a legenda na comunidade do Orkut!

Acompanhe a série por que: "it's gonna be legen..." wait for it "... dary!"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dez motivos para não votar em Marina Silva

Este texto foi escrito antes do primeiro turno da eleição de 2010 e deve ser lido considerando este fato.

Gosto de Marina Silva. Gosto mesmo. Representa um povo que batalha e dá certo mesmo frente a grandes dificuldades. No entanto, me entristece o fato de que sua candidatura a presidente sirva a outros propósitos que não os de apresentar uma opção diferente ao eleitor.

Frente a um movimento de Marinaço, como chamamos a onda verde aqui no Rio de Janeiro, resolvi escrever as razões pelas quais não simpatizo com a candidatura do PV. Estes são os dez motivos para não votar na Marina Silva:

1) A mídia adora Marina, isso não é normal!

Todos os colunistas de o Globo, Estadão, Folha e afins só falam bem da candidata do PV. Isso não faz sentido! Estes veículos de comunicação são potencialmente preconceituosos com todos os não paulistas, especialmente com o pessoal do norte! Se tanto odeiam os emigrantes e a ecologia, o que os faz tão simpáticos à ex-ministra?

O mesmo motivo de Serra e FHC tanto a elogiarem. A presença de Marina no cenário aumenta muito a chance de levar as eleições para o segundo turno. Isso é o que a mídia mais quer. No novo pleito, o PSDB vai tentar costurar uma aliança com o PV, o que me lembra do próximo motivo.

2) PV está com Serra

Se você não gosta do Serra, também não deveria votar em Marina. Os tucanos planejam se aliar ao PV em um eventual segundo turno. Gabeira, candidato do PV à governador do RJ, faz campanha para Serra abertamente [1] [2], assim como outras lideranças do partido. Fico bastante aborrecido que Marina sirva a estes pequenos interesses.

3) PV está com o DEM!

Pior ainda que estar com o Serra é estar com o DEM [3] [4] [5]. O PV fez parte da prefeitura de César Maia (DEM) na cidade do Rio, e suas relações com o DEM vão além de uma simples aliança.

Em um eventual governo de Marina, os cargos de confiança, estatais, bancos e ministérios serão controlados pelos principais partidos que compõem a composição. O DEM ficaria com bastante coisa, pois faz parte da coalizão junto com o PPS e PSDB, pelo menos em alguns estados.

Vamos lembrar que o DEM é mesmo partido que é contra tudo no senado e na câmara. Ex-PFL, Ex-Arena e pró-ditadura. Precisa dizer mais?

4) Marina avisou que seu governo será metade PT e metade PSDB.

Não gosta destes dois partidos? Então bons motivos para não votar em Marina. No meu caso, não gostaria de ver nem mesmo um mísero por cento do Brasil nas mãos dos tucanos que venderam e quebraram o país tantas vezes.

5) Suas propostas são grandes incógnitas.

Dilma continuará o que fez Lula e Serra vai implementar um modelo neo-liberal. Como estas duas idéias são contrárias, não faz sentido ter um governo de coalizão PT-PSDB como mostra o item 4. Como Marina vai agir neste caso? Sem idéias próprias, o PV vai acabar abrindo margem para os partidos como o DEM. Uma péssima idéia se você tem interesse em continuar morando no Brasil.

6) Marina é contra o desenvolvimento.

Tanto Marina como todos os eco-histéricos concordam em uma coisa: não se deve fazer nada no país que destrua qualquer pequena e diminuta parte da natureza. Isso é muito bonito e louvável, mas se a gente não construir hidrelétricas, por exemplo, vamos ficar sem energia e à mercê de outros países.

Ecologia  radical é uma loucura. Se há um tipo de peixe, índio, sapo ou árvore um pouco mais raros em algum lugar eu não posso usar aquele recurso natural para mais nada. Com uma ecologista no poder todos as obras de infra-estrutura que o Brasil precisa para crescer serão embargadas, assim como o nosso futuro.

Pode-se fazer estudos de impacto para minimizar os danos ao ecossistema, espécies nativas e índios, mas não é isso que querem os ecologistas. A idéia é parar tudo como fez Marina em boa parte de seu ministério no governo Lula.

7) Saiu do governo e agora diz que a corrupção está com Dilma e Lula.

Marina foi ministra do governo Lula. Houve indícios de corrupção no ministério do meio-ambiente, inclusive servidores afastados. Como pode então Mariana ter um discurso anti-corrupção e acusar Dilma no caso Erenice? No mínimo, uma falta de bom senso.

Não acho que Marina ou Dilma tenham nada com corrupção, mas assumir uma postura de acusadora é total hipocrisia. A imprensa bem que poderia acusar a ex-ministra do meio-ambiente da mesma forma que fez com Dilma, com total ausência de provas. Por que não fez? Item 1!

8) Esconde-se por trás de um motivo religioso.

Misturar política com religião não é uma boa idéia, na minha opinião. Marina é evangélica e muitas vezes já usou deste expediente para pedir votos. Nada contra os evangélicos, gosto muito mais deles do que a maioria das pessoas e da mídia, mas acho que a política brasileira deve permanecer totalmente laica, permitindo total liberdade religiosa. Isso infelizmente não parece ser o forte dos evangélicos.

9) Seria ela a favor do criacionismo?


Eu acredito em Deus, mas achar que Ele criou todas as espécies como são hoje sem qualquer evolução ou mudanças é negar todas as descobertas de mais de 200 anos de ciência.

Este é o criacionismo [6], como pregam alguns católicos e evangélicos fervorosos. Marina nega que defenda este tipo de coisa, mas é pregado em sua igreja o tempo todo. Isso tudo pode ser apenas marketing político para não pegar mal durante as eleições. Quem sabe?

10) Marina não vai ganhar!


Não se deve votar em um candidato apenas por que ele vai perder? Não é bem assim.

Marina é desconhecida como o Plínio e os outros nanicos, não deveria ter mais de 1% dos votos. O motivo de ter quase 13% é pura inflada da mídia. Esteja certo de que se Marina começar a incomodar Serra, a Veja e companhia vão tratar de destruir sua imagem assim como tenta fazer com Lula desde 2002.

Lula e Dilma resistem pois tem o que apresentar em resultados à população. Marina nada tem além de uma conturbada passagem pelo ministério do meio-ambiente. Na primeira pesquisa que encostar no Serra vai se criar um engodo qualquer para falar mal dela, colocando-a no local que se deseja.

Duvida? Isso já aconteceu com Roseana em 2001, com Ciro Gomes em 2002 e com Heloísa Helena em 2006. Marina ainda não incomodou e por isso continua querida pela imprensa. Será que ainda há tempo para que ela pise nos calos dos barões dos jornais?

Acho que não para estas eleições. Nas próximas, o PV pode conseguir emplacar a candidatura de Marina e veremos ela ser destruída da mesma forma mitológica que foi criada. Infelizmente, pois ela não merece isso.

domingo, 19 de setembro de 2010

Saiu na Veja? Então não se preocupe que é ficção!

Quando eu era adolescente todos os meus professores indicam a Veja como leitura obrigatória. Era a melhor forma de manter-se informado, de melhorar a redação e de adquirir um bom nível de conhecimentos gerais. Muitas famílias assinavam a revista para receber informações em primeira mão sobre a conjuntura política brasileira.

Comparando-se aos dias de hoje é que se nota o quanto a publicação se desvirtuou. Agora seria totalmente anti-ético e irresponsável indicar a Veja como leitura didática, pois esta se tornou um tablóide totalmente partidário e desmoralizado. Recomendá-la a adolescentes é o mesmo que aconselhar a leitura do blog dos amigos do presidente Lula [1] como base para o adquirir conhecimentos gerais sobre política. Pelo menos seria mais honesto, o Blog não esconde quem apóia.

Não é de hoje que a revista é sensacionalista, mas foi apenas nos últimos oito anos que se descobriu suas inclinações ficcionais e partidárias. Sempre tentando mostrar com viés positivo um dos lados da política brasileira, além de avacalhar o outro. Dê uma olhada nas nove capas abaixo e verifique por si só em qual time a revista joga.

  

E agora que aparecem mais denúncias, mesmo muito sérias, sobre tráfico de influências na casa civil, fica difícil não fazer um paralelo com o que já foi publicado na revista. Veja já publicou que o PT recebeu  dólares de cuba em caixas de whisky, que o filho do Lula fazia lobby em Brasília e que uma cooperativa habitacional era apenas fachada para lavar dinheiro obtido de atos criminosos e depois repassar ao caixa do PT [2] [3] [4].


O que há de comum nestas três histórias é o que quando se inicia uma apuração formal sobre os fatos nada se descobre. A denúncia sempre vem de uma "fonte" totalmente anônima, que a revista se recusa a identificar, ou então, pior ainda, de algum político da própria oposição. Quem assume que os fatos publicados são verídicos confia em uma revista que não é imparcial, que sempre julgará qualquer boato sobre o governo Lula como verdade absoluta, procurando formas de sustentá-lo.

Ultimamente as histórias tem ficado ainda mais sem pé nem cabeça. Na semana passada, Veja publicou  relatos de um empresário que se disse beneficiado por um esquema de favorecimento na casa civil. Ele mesmo já negou que tenha dado tal entrevista à revista, mas mesmo que a gente não soubesse disso, é difícil acreditar que alguém realmente beneficiado denunciaria a si mesmo.

Continuando a sua saga de fábulas, Veja desta semana surge denunciando um esquema de corrupção na compra de remédios para a Gripe Suína. Como será que funcionários do governo favoreceram uma empresa na compra de Tamiflu se este medicamento patenteado é exclusividade de um só fornecedor. Nem podem dizer que não era para ter comprado, a própria imprensa espalhou o boato de que haveria uma epidemia!

O fato é que a Veja já perdeu totalmente a credibilidade. Só quem acredita neles é o pessoal ultra direitista ou a oposição, que precisa destes escândalos para encher lingüiça no seu discurso já tão vazio e sem nexo. O que mais me impressiona é que ainda tem muita gente, dentro e fora da mídia, que dá atenção e acredita nas mais loucas fantasias publicadas.

Com a tiragem da Veja diminuindo cada vez mais, é triste ver que a história de uma das maiores revistas do Brasil esteja sendo jogada na lama sem qualquer desgosto, apenas para ser usada como veículo eleitoral de um partido que não consegue maioria nem mesmo em São Paulo. Resta abençoar a internet, que com seus muitos blogs presta-se hoje a denunciar a grande mídia e servir como uma base muito mais democrática que qualquer revista jamais ousaria ser.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Duras semelhanças entre as militâncias

Muito se falou sobre Dilma e Serra ao longo destes últimos quatro anos. Já ouvi de tudo, de teorias bem fundamentadas até pura especulação. No entanto, a maioria do que se encontra na internet sobre qualquer um dos candidatos não passa de bobagem.

Muitas vezes, a militância é responsável por repercutir denúncias e acusações sobre o outro lado, de forma a tentar convencer o eleitor que apenas o seu candidato é bom e decente, enquanto os outros não passam de ladrões e corruptos. No afã de conseguir tal proeza, lançam mão de métodos nada éticos, denegrindo e acusando injustamente o adversário, prejudicando a democracia como um todo.

Na figura abaixo, reproduzo o fórum da maior comunidade de apoio à José Serra no orkut. Removi a coluna de autor e a substitui por uma indicação do tipo de postagem. Separei os textos em "Acusações falsas" "depreciação", "Panfletagem", "Reclamação da Mídia" e "Modereção".


O pior está em vermelho, "Acusações falsas" e "depreciação". Aqui espalha-se todo o tipo de boato ridículo sobre o adversário, ou seja, a maioria sobre Dilma. Vídeos difamatórios, acusações de terrorismo e desvalorizações diversas são jogadas ao vento para que encontrem qualquer eleitor desavisado. Esse é o debate correto que queremos para as eleições do país?

No momento em que José Serra tanto reclama dos "blogs sujos" que o difamam na internet, pode parecer surpreendente que sua maior comunidade no orkut utilize os mesmos subterfúgios tão condenados pelo tucano. Infelizmente, isso não é apenas característica da militância do PSDB, também podemos encontrar bastante deste método na militância de Dilma.

Na figura abaixo fiz a mesma divisão com a maior comunidade de apoio à candidatura petista. Embora em menor número, não é muito difícil encontrar as mesmas acusações e depreciações ao adversário. Estes métodos acabam por encobrir o debate construtivista de propostas que seria muito mais importante para o Brasil.


Esta briga de socos e pontapés é extremamente semelhante em ambos os lados, sem qualquer lucro para o leitor. No fundo, não faz qualquer diferença ser chamado de tucanalha ou petralha, tão parecidas as acusações. Se um indeciso se dispor a ler ambos os fóruns no orkut sairá ainda mais inclinado a votar nulo, ou procurar uma candidatura alternativa.

Por isso eu defendo uma grande limpeza na militância de Dilma, da qual faço parte, para que se respeite mais os adversários, evitando nomes como "vampiro", "careca", "tucanalha" ou "tucano de rapina". Esta briga não ganha nenhum voto, apenas acirra os ânimos e retira o foco principal dos debates.

Também é possível encontrar, na militância de Serra, expressões que classificam Dilma como "terrorista", "corrupta", "criminosa", "durona" ou "fraca". Mesmo assim, devemos nos conter para não responder na mesma moeda, ou seja, com ainda mais farpas. Este tipo de discurso é a principal arma de uma oposição que há tempos já perdeu o rumo. Gentileza gera gentileza, se não em palavras, pelo menos em votos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eleições de 2006 e 2010, as semelhanças e diferenças.


Encontrei este interessante gráfico no Estadão e gostaria de escrever sobre o ele. Nos mesmos eixos estão as intenções de voto medidas por pesquisa nas eleições de 2006 (Lula x Alckmin) e 2010 (Dilma x Serra).

Como o original continha apenas as informações até o final de agosto, editei o gráfico para completá-lo até cerca de 07 de setembro, ou seja, já inclui o nulo efeito deste escândalo do sigilo, o crescimento de Dilma e a queda de Serra nestas últimas duas semanas.

Nas linhas em vermelho e laranja estão Dilma 2010 e Lula 2006, respectivamente. Pode-se notar que a votação de Lula já era expressiva em julho, pois o atual presidente contava não só com grande popularidade mas também com a lembrança de ter sido presidente e candidato por tanto tempo.

Dilma, no entanto, não contou com esta facilidade. Saindo de patamar muito menor, tornou-se conhecida e conseguiu ainda em agosto, há 2 meses da eleição, ultrapassar Lula de 2006 em 5%. Para uma candidata que era apontada pela mídia como inventada e improvisada, Dilma saiu-se muito melhor que a encomenda.

Já Serra, por outro lado, saiu-se pior que seu colega Alckmin. Pelo menos, o "picolé de chuchu" de 2006  cresceu com o início de setembro, explorando a lembrança da crise do mensalão. Acabou conseguindo levar as eleições para o segundo turno. Perdeu de forma medonha, mas não tão mal como está a pintura para o quadro eleitoral deste ano.

Serra estão tão caído que até o horário eleitoral gratuito, iniciado em agosto, o jogou para baixo. Mesmo contra uma candidata sem experiência em eleições, o tucano de 2010 patina muito mais feio que seu colega de 2006. Neste momento, Alckmin de 2006 ganha de Serra com 10% de lambuja.

Se o PSDB ainda quiser levar as eleições para o segundo turno, terá que encarar um cenário mais desfavorável que no passado. Alckmin conseguiu em 2006 a grande façanha de convencer cerca de 15% da população, desde setembro até o pleito, a apoiá-lo. Serra, no entanto, terá que fazer o mesmo com 20%. Isso apenas para igualar o resultado de seu colega de partido nas eleições passadas, sem contar os 5% que Dilma tem a sobre o Lula de quatro anos atrás.

Somando-se tudo, Serra possui um déficit de 25% de votos e tornar-se competitivo em um cenário desses é uma tarefa muito árdua. O tempo está se esgotando e cada vez mais me parece que a escolha do PSDB foi ainda pior que o chuchu de 2006. Se não houver nada de novo, as eleições deste ano terminarão no primeiro turno e Serra perderá até mesmo em São Paulo. Os tucanos não amargam tamanha derrota deste a fundação do partido.

Isso tudo é conseqüência da falta de discurso da direita brasileira. Serra não tentou se firmar como anti-Lula e nem convenceu que de alguma forma era igual ou melhor que ele. Os resultados que vemos até aqui são o retrato de uma oposição que apenas se apóia na mídia, que só briga para se indignar em escândalos fajutos e ridículos, mas nada faz para apresentar propostas decentes à população que não entende nada de política, só gosta do que dá certo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É a hora da Virada!

No tempo que eu estava no ensino fundamental o mundo era tão diferente que eu até jogava bola. É verdade, podem acreditar.

Durante um fantástico jogo, graças aos esforços deste incrível atacante que vos escreve, meu time perdia de quatro a zero. Mesmo assim, a torcida da turma gritava: "vamos virar! Vamos virar!".

Aquilo me encheu de confiança e deu grande incentivo ao time. Foi ótimo saber que alguém estava torcendo para a gente mesmo não se fazendo por onde. Terminamos perdendo por mais ainda.

Ao final do jogo, eu me meus colegas nos reunimos no centro do campo para agradecer a torcida, que mesmo na derrota nos encorajava a brigar.

Tamanha foi nossa surpresa quando descobrimos que toda aquela gritaria era para o time de volei da turma, que estava a jogar na quadra adjacente. Que bom, pensei, era melhor do que estarem vaiando nossa derrota.

Agora que recebi diversos emails pró-Serra conclamando a "hora da virada" contra o PT, me lembrei deste triste episódio da minha curta carreira futebolística. Nosso time era claramente inferior, não havia um só jogador decente e a derrota era inevitável. Mesmo assim, encaramos os falsos gritos da torcida como um último suspiro de encorajamento antes do apito final.

Está assim a atual campanha do PSDB. Perdem feio, mais de 20 gols de diferença, e parte da mídia, além dos trolls da internet, tentam ensaiar um falso coro de incentivo. O time não possui um só bom jogador, uma decente proposta de jogo ou mesmo um lance de perigo ao gol adversário. Apenas reagem à torcida, esperando o fim do jogo, possivelmente no primeiro tempo, no dia 3 de outubro.

Resta a Serra e seus aliados tentar reclamar da arbitragem ou fantasiar histórias sobre a ilegalidade dos lances adversários. Deveria fazer como nosso time, que brigou dentro das possibilidades do jogo e ao final dele pode encarar sua torcida e celebrar um muito honroso vice-campeonato.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Banana cura o câncer, cigarro faz bem à saúde e os empresários pagam muitos impostos!


Se a associação dos produtores e vendedores de banana viesse à público afirmar que a fruta cura o câncer, você acreditaria? E se a federação das indústrias de tabaco afirmasse que fumar faz bem à saúde, será que teria alguma credibilidade?

Certamente não. Ninguém levaria à sério uma pesquisa financiada pelo interessado no resultado.

No entanto, quando a mídia noticia que a associação comercial de São Paulo financia um medidor de impostos, conhecido como impostômetro, todo mundo acredita na balela. Por que será?

Eu não acredito. Lógico que pagamos muitos impostos e os serviços não são adequados ao preço, mas achar que os próprios empresários seriam imparciais nesta medição é o mesmo que acreditar em papo de vendedor.

A metodologia usada no impostômetro não é totalmente conhecida. Parece óbvio que trata-se de uma estimativa e não de uma contagem real. Seria impossível ligar um medidor a um sistema de arrecadação que não é em tempo real e muito menos totalmente informatizado. De qualquer forma, nada disso parece ser importante o suficiente para estar escrito no medidor. Aí está o primeiro engodo, não há qualquer menção à "aproximadamente" ou "estimativa" no bonito painel da avenida Paulista.

As estimativas podem ou não considerar os descontos na arrecadação dados às pequenas empresas, pertencentes ao simples. Devem levar em conta os impostos trabalhistas mas certamente não incluem as isenções dadas aos salários indiretos como vale refeição ou supermercado, ou mesmo aos pagamentos efetuados pela previdência social no caso do salário-maternidade e licença-saúde.

De certo que não se excluem os retornos imediados dos impostos como as remunerações pagas aos investimentos das empresas ou o baixo juros dos financiamentos públicos aos empresários. Não se coloca também, na ponta do lápis, o montante que o governo repassa aos SENAIs e às escolas técnicas  para formação de profissionais. Tudo isso faz com que o impostômetro seja, no mínimo, uma tremenda desonestidade intelectual.

Recomendo tratar as pesquisas sobre impostos da mesma forma como lemos notícias, ou seja, com o pé atrás. Sempre que surgir a informação de que pagamos mais tributos que os países europeus, verifique quem tem interesse em divulgar tamanho absurdo. Trata-se de um caso muito pior que o da banana e o dos cigarros, apenas disfarçado na nossa própria insatisfação com o governo e nos interesses de quem nada quer contribuir com o país e com a sociedade.

domingo, 29 de agosto de 2010

Violação de imposto de renda, mais um escândalo ridículo.

A onda da imprensa nestas duas últimas semanas foi noticiar a suposta violação do imposto de renda que supostamente teria sido feita pelo governo [1]. Nem supostamente eu dou a mínima para isso.

Vejam só que engraçado. Como funcionário público sou obrigado a apresentar a minha sigilosa declaração de rendimentos e bens ao RH do local em que trabalho. Todos os anos tenho que assinar um documento que dá ao governo livre acesso às minhas secretas informações fiscais. Sempre achei isso um absurdo, mas ninguém na mídia jamais se escandalizou comigo.

Agora que isso atingiu o tucanos, aflige também a mídia em cheio. Isso apenas prova a afinidade entre ambos. O absurdo não foi o vazamento de informações, mas de quem vazou. Assim não pode!

Já para o funcionário público federal, ninguém faz qualquer alvoroço pelo escancaramento de suas informações fiscais. Ao contrário, trata-se de decisão do STF permitir que sua declaração de imposto de renda seja esmiuçada por algum qualquer. Por causa disso, não vejo qualquer problema que se tenha acesso às informações de renda destas pessoas claramente ligadas à partidos políticos, ainda mais pois estes tem muito mais chance de enriquecer ilegalmente.

O que a mídia está pregando é o suposto uso político desses dados. Mas isso fica apenas na infinita imaginação da oposição. Se os dados da declaração destas pessoas fossem assim tão interessantes a seus oponentes, não faz sentido que nada tenha sido usado na campanha política deste ano. Não há nada de interessante nessas informações, para que o alguém ia querer isso?

Ora bolas, vamos pensar bem. Se o governo quisesse montar dossiês não teria vazado declarações inúteis à imprensa. Também não estaria procurando nada nos nomes destes tucanos pequeninos e sem importância. Tem tantos por aí mais fáceis de pegar.

Estes falsos escândalos estão ficando cada vez mais parecidos, o áudio do grampo, o caso da lina e do caseiro e agora a violação da receita. Tudo sem provas de que aconteceu e sem quaisquer ligações com o governo federal. No entanto, isso não parece deixar de alimentar a grande imprensa, sempre com sede de algo contra Lula e Dilma.

Quando essa história acabar outra virá e a função da blogosfera vai ser desmascarar estas bobagens novamente. Como a gente sempre faz, para variar.

domingo, 22 de agosto de 2010

10 motivos errados ou fantasiosos para não votar em Dilma

Muitas pessoas criam motivos para não votar em Dilma ou em candidatos do PT. São normalmente assuntos que a mídia força a barra para criar e manter em evidência. São informações falsas ou incompletas que se perpetuam na cabeça de alguns eleitores.

Neste post vou relatar alguns destes assuntos, os 10 mais importantes motivos errados ou fantasiosos para não votar em Dilma. Vamos lá!

1) Por causa do mensalão.

Deve-se perguntar aqui onde estão as provas de que houve mensalão, ou seja, algo que realmente comprove que o governo deu dinheiro para senadores ou deputados em troca de apoio e votos.

A única evidência do mensalão é o testemunho do deputado cassado Roberto Jefferson, que certamente o fez por motivos políticos e em represália ao fato de ter sido pego no escândalo dos correios.

Nada que comprove corrupção neste caso, trata-se apenas da escandalização seletiva da mídia, que não fez o mesmo estardalhaço quando apareceram indícios muitos mais fortes de que FHC comprou votos para garantir a emenda da reeleição.

2) Por causa dos escândalos de caixa dois.

Caixa dois sempre existiu, em todos os partidos. Algumas empresas querem contribuir para a campanha de certos candidatos e não gostam de aparecer, pois podem ser prejudicadas caso a oposição ganhe. A partir das eleições de 2006, houve muitas mudanças para coibir esta prática, sendo hoje muito mais complicado fazer doações por baixo do tapete.

Existem escândalos de caixa dois tanto no governo quanto na oposição e são freqüentemente denominados "mensalão" para confundir a cabeça do eleitor. Fato é que atualmente as campanhas são muito mais auditadas e fiscalizadas, será mais difícil que um político faça uso deste expediente impunemente.

3) Por causa da corrupção.

Não há dúvida que hoje há muito mais casos de corrupção noticiados na mídia, e a maioria deles só foram descobertos graças às investigações da polícia federal. Isso foi mérito do atual governo, pois nos oito anos de FHC foram feitas apenas 28 operações da PF, enquanto no governo Lula até agora foram 1089! Lógico que quando você investiga mais os problemas aparecem.

E não só isso, a mídia adora uma fofoca sobre Lula. Estes últimos oito anos foram recheados de escândalos sem sentido, denuncias vazias e casos ridículos com um único intuito de afundar o governo e vender jornais e revistas para quem gosta desse tipo de jornalismo.

4) Por que Dilma foi terrorista.

Terrorista é o escambau. Não dá para entender porque no Brasil os corajosos que lutaram contra um regime totalitário, intransigente e assassino são chamados terroristas, enquanto outros que fugiram ou foram coniventes são tratados como heróis. Foi a resistência dessas pessoas que, pouco a pouco, levou ao processo de transição para a democracia e culminou com o fim dos governos militares.

Lógico que não houve apenas manifestações e movimentos pacíficos, acontecerem muitos abusos e crimes. No entanto, querer acusar Dilma de ter sido terrorista ou de ter roubado bancos nesta época é jogar sujo, não há quaisquer provas disso, ao contrário de muitos dos estrelinhas que a mídia tanto gosta.

5) Por que Dilma não tem experiência.

Nenhum dos candidatos jamais foi presidente da república, então não há ninguém com experiência. Serra pode ter sido prefeito e governador, mas de que vale toda a sua experiência se ele representa o partido político que quebrou o Brasil três vezes durante o governo anterior?

Dilma foi ministra de minas e energia e a ministra da casa civil de Lula, trabalhou e fez parte de um governo que teve praticamente apenas bons resultados. São 31 milhões de brasileiros que elevaram seu status para classe C [1], 20 milhões que sairam da linha da pobreza extrema [2], 15 milhões de novos empregos [3] e outros tantos dados positivos. É esse tipo de experiência que conta, quando você faz e acontece!

Experiência com privatizações, com desemprego, com dar dinheiro para os bancos e quebrar o país, isso Dilma tem pouco mesmo. Se eu quisesse um presidente que fizesse isso eu votaria em outro. Todo mundo sabe quem.

6) Alternância de poder é bom para o país.

Sem dúvida, quando o governo está desgastado e seus resultados não estão bons. A alternância de poder em 2002 fez muito bem ao país. Mas agora que Lula tem 77% de aprovação [4] não é nem um pouco inteligente trocar.

Mudar por mudar não é uma boa idéia. Quando um governo vai mal, está mal avaliado pela população e seu controle do país está decaindo, então temos que trocá-lo mesmo. Neste caso eu daria preferência por um partido que não representasse um momento em que o país estava pior ainda.

Esta idéia de trocar algo que está funcionando lembra quando alguém resolve mudar a posição dos móveis na sala. Tudo fica muito pior, mas tem gente que acha legal só porque está diferente. Se você acha isso uma boa idéia, coloque a sua geladeira no banheiro e vote em Dilma. Com o país não se brinca.

7) Dilma é antipática e durona.

Como todo chefe precisa ser. Chefe paz e amor não dá certo. Tem que cobrar mesmo, reclamar e exigir bons resultados. Ser presidente não é fácil, são 190 milhões de clientes que cobram o impossível e ainda querem deixar de pagar impostos.

Mas dizer esta historinha de que Dilma fez alguém chorar é brincadeira. Uma total falta de discurso de oposição. Não há o que reclamar do governo além de inventar estas bobagens. Parece coisa de criança que chama a outra de feia. Vamos discutir educação, saúde e outra coisa relevante, por favor.

8) Serra é bem avaliado como governador de São Paulo.


Sem dúvida, Serra possui cerca de 55% de avaliações "bom" e "ótimo" [5]. No entanto, o que é bom para São Paulo pode não ser bom para todo o Brasil. O que é bom para o Brasil é a continuidade do governo Lula, que tem 77% de aprovação [6].

São Paulo precisa menos do estado do que o resto do Brasil, e a forma neoliberal de governar causa efeitos menos danosos. No entanto, pergunte para qualquer professor da rede estadual se ele gosta de Serra e você vai ver como estão os investimentos em educação.

9) Jornais e revistas falam muito mal de Lula e Dilma.

Este é o motivo da existência deste blog e de tantos outros na internet brasileira: a parcialidade da imprensa em negar todos os problemas das administrações tucanas e focar apenas nos defeitos de Lula.

Mas isso é bom. Uma imprensa que é sempre contra mantém o governo na linha. Muito pior era a época em que a Globo e outros defendiam o governo durante os arrochos do plano real, os cortes de investimento e até o apagão elétrico.

10) Por que não gosto do Hugo Chavez, do Evo Morales, do Irã, do PMDB, do Sarney ou do Collor.


Olhe bem para este conjunto de nomes e tente encontrar algo em comum. Desiste?

A semelhança é que todos já foram usados para criticar o governo Lula, mas nenhum deles é motivo para não votar em Dilma. A verdade é que a imprensa cava cada dia mais fundo para encontrar o que falar mal do governo.

Chavez e Morales não apitam nada no Brasil, nem no atual governo, nem em qualquer outro. Ambos os países tem economia pequena demais em relação ao Brasil e o relacionamento de Lula com eles é apenas cordial, como qualquer outro presidente faria. Lula e Dilma não tem nada tem a ver com as doideras que estes fizeram ou falaram.

No caso do Irã, a mesma coisa. O governo Lula tenta ter uma relação cordial com Armadinejad pois o Brasil possui investimentos e contratos importantes no Irã. Nada tem a ver com as muitas coisas erradas que este maluco anda fazendo. Diversos outros países tem interesses no Irã ou em outros países que cometem as mesmas atrocidades e não são nem um pouco criticados, incluindo os EUA e Europa.

PMDB e Sarney não são culpa de Dilma e Lula, mas do povo que ainda vota neles até hoje. Seja quem for o futuro presidente, terá que negociar com eles a governabilidade. Se quiser acabar com isso deixe de votar em senadores e deputados deste partido. Collor vai no mesmo barco, Lula não pode destratar um senador da república eleito pelo povo.

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Espero que este texto ajude alguém a decidir seu voto, ou a argumentar com muitos dos que votam em Serra por algum destes motivos. É um grande erro votar em qualquer candidato por acreditar nas historinhas que se conta sobre Dilma.

Eu, particularmente, voto em Dilma não pelos defeitos de Serra ou de outro candidato, mas por acreditar que o Brasil estará em boas mãos em mais um governo do PT. Precisamos de alguém que mantenha as conquistas e avanços sociais e aumente ainda mais os investimentos do governo nos mais pobres. Não adianta crescer a economia sem distribuição de renda, saúde e educação para todos.

Acredito que Dilma poderá fazer isso, manter o país na direção apontada por Lula rumo a ser uma das maiores economias do mundo. Nós merecemos isso há muito tempo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dez motivos para não votar em José Serra...

Foi dada a largada às eleições de 2010 e este blog, assim como tantos outros, participa da campanha para a eleição de Dilma Rousseff. Desde o primeiro post deste espaço assumi que votei em Lula, que defendo o governo e que aqui não publico notícias, trata-se da livre exposição de minha opinião.

Dentro deste nobre propósito de exercitar o direito a expressão, vou aqui enumerar os dez principais motivos pelos quais não votaria em José Serra. Vamos a eles:

1) É paulista e representa os interesses de São Paulo:
Não que eu tenha algo contra os paulistas, mas não posso deixar de pensar que toda a carreira política de Serra foi dentro deste estado, e os interesses que ele representa estão lá também. Não gostaria de ver o Brasil concentrando esforços em São Paulo como se fez nos governos FHC.

Agora é hora de fazer o Brasil deslanchar como um todo, diminuindo a participação do sudeste no PIB. Só assim o país vai para frente. Concentrar investimentos em São Paulo, como fará Serra,  vai aumentar ainda mais o contraste entre ricos e pobres, além de tornar as grandes cidades ainda mais violentas e poluídas do que já são.

2) Seu secretário de educação tentou acabar com o CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica):
O secretário de educação de Serra em SP, ex-ministro de FHC, é um dos "defensores" do curso técnico. Mas não aquele que se tem no CEFET, com qualidade e de formação geral. Os tucanos gostam dos totalmente voltados à atender os caprichos da indústria.

O sistema que quase foi implementado nos últimos anos de FHC, com o auxílio do banco mundial, consistia em transformar o CEFET em um SENAI pago pelo governo. Os alunos receberiam formação especial voltada para a contratação da industria. Lógico que nesta estória os empresários não pagariam nada e obteriam uma fonte inesgotável de mão-de-obra barata, os eternos estagiários.

O CEFET foi esvaziado durante o governo tucano e estava prestes a ser privatizado. Não havia concurso e os novos professores eram contratados com salário baixo e sem benefícios. Não havia verba para educação e não se recebia a adequada reposição salarial por causa da inflação. O que me lembra do próximo motivo...

3) Não há verbas para nada, tudo é cortado ou contingenciado:
Serra e PSDB representam o estado mínimo, portanto tudo será cortado ou diminuído o quanto possível. Educação, saúde, gastos sociais, previdência e investimentos do estado serão reduzidos gradativamente ou mesmo privatizados. Isso agrada muito quem tem dinheiro, pois a redução do tamanho do estado implica em menos impostos. Mas e quem não pode pagar saúde ou educação privada?

Para diminuir ainda mais os gastos, os governos do PSDB terceirizam contratos, acabam com concursos e aumentam bastante o número de funcionários temporários, que não possuem qualquer compromisso de qualidade com o serviço que prestam.

4) Serra não negocia greves, não há aumento para professores e funcionários públicos:
Os funcionários públicos de São Paulo conhecem Serra muito bem, ou melhor, não conhecem, pois ele não aceita receber qualquer grupo de negociação. O salário do delegados paulistas, por exemplo, é um dos menores do país [1], em um estado com uma das maiores arrecadações e um dos maiores custos de vida.

Serra é um ditador. Sua ordem é o que vale. Até FHC era mais maleável e chegou a criticar Serra durante um greve de delegados em São Paulo. Os salários dos servidores não serão reajustados conforme a inflação e em breve perderão grande poder aquisitivo. Isso aconteceu no governo FHC e será o destino inevitável de um eventual governo Serra.

5) O fim da petrobrás e de outras empresas públicas:
A Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica cresceram muito no governo Lula, podendo hoje representar o interesse social entre as grandes empresas brasileiras. Sendo eleito José Serra, toda esta riqueza vai parar na mão da iniciativa privada.

Quando houver um crise internacional como em 2008, os Bancos e empresas estatais não poderão agir mantendo o crédito e investimentos. Será o início da recessão que perseguiu brasileiros durante quase todos os governos antes de Lula.

Quanto ao pré-sal, pode esquecer. Serra já avisou que vai rever o regime aprovado por lei, que hoje dá preferências à Petrobrás na exploração de petróleo. Com a volta da concessão, os lucros com a extração vão parar nas mãos de empresas estrangeiras, enquanto ficamos com a parte suja do negócio. É a volta da Petrobrax.

6) Podem esquecer os concursos:
O CEFET-RJ ficou sem concursos durante quase todos os oito anos de FHC, assim como diversas outras áreas de grande interesse social. Assim será o regime de Serra.

O PSDB dá preferência a delegar suas responsabilidades à iniciativa privada. São empresas que nada fazem além de contratar outras, e que por sua vez contratam outras. Para resumir, neste sistema nós sempre estaremos no final do elo, trabalhando duro com salário baixo e sem direito a reclamar.

Mesmo as grandes empresas públicas sofrerão cortes e serão estranguladas até a morte, sufocadas por anos sem investimentos. Vamos voltar à época onde o trabalhador tinha que bancar do próprio bolso diversos cursos MBA e pós-graduações para ter um emprego digno.

7) Mercosul para o saco:
Todo mundo acha o Mercosul importante. Se não fosse importante a integração com os vizinhos, os Estados Unidos não iriam querer a ALCA e os Europeus rejeitariam a União Européia (UE).

Serra já sinalizou em diversas entrevistas, inclusive recentemente criticando a Bolívia, que não vai dar importância ao comércio com a América Latina. Priorizaremos, como na época de FHC, os EUA nos negócios e na compra de títulos que compõem a reserva internacional. Uma péssima idéia.

O Brasil é o maior país da América do Sul, em população e em economia. Se nós quisermos acabar com o Mercosul, assim será. No entanto, desunidos seremos presas fáceis para a economia forte da UE e dos EUA, e na primeira crise grave destes seremos cuspidos como foram tantos em 2008.

8) Serra controla a mídia:
Alguns de meus colegas não Petistas afirmam que o governo Lula deu certo por que a mídia pega no pé do presidente. Há muitos excessos, mas talvez isso realmente tenha tido um efeito positivo.

A Globo e os jornalões odeiam Lula. Preconceito, interesse dos patrões, adoração ao estrangeiro e elitismo são apenas alguns dos motivos para a malhação-de-Judas que atinge o presidente diariamente.

Mas este não é o tratamento dado a Serra. O tucano é tratado como gênio, o magnânimo da inteligência, o economista capaz, o engenheiro do futuro. Tudo a maior balela. Caso seja eleito presidente, não há dúvida que continuará gozando de status VIP, ou seja, os jornais vão aplaudir tudo que fizer de bom e esconder mesmo os mais crassos erros. Vai por água abaixo um dos motivos pelo qual o governo Lula é o que mais andou na linha em toda a história do país. Qualquer deslize vira primeira página.

A preferência por Serra vai além da simpatia dos meios de comunicação. Há relatos de que com alguns telefonemas o tucano consegue demitir jornalistas e afundar matérias que não sejam de seu interesse. Na grande mídia há um darwinismo às avessas, só sobrevive quem fala bem de Serra.

9) Serra é FHC, FHC é serra:
Serra representa o retorno à época de FHC:
  • onde o Brasil sofria com qualquer crise, havia desemprego e os salários eram baixos.
  • onde os impostos aumentavam, os investimentos diminuam e a única forma de se dar bem na vida era sair do país.
  • onde havia conivência com o arroxo imposto pelo FMI. 
  • onde ocorriam privatizações a preço de banana.
  • onde tudo que se produzia era usado para pagar os juros extorsivos de 45% ao ano e a dívida externa.
  • onde havia o apagão e as altas contas de luz para custear a falta de investimentos do governo.
Uma época que não vai voltar, pois não vamos votar em Serra.

10) O fim do bolsa família:
Os tucanos podem afirmar publicamente, assinar cartas de intenções ou colocar a mãe como garantia. Eu não  confio. Serra vai acabar com o bolsa família.

Trata-se do maior programa de transferência de renda de todo o mundo. Diversos países copiam esta idéia e tentam implementá-la tão bem como se fez no Brasil. Serra, demos e tucanos são os maiores opositores ao programa.

O bolsa família funciona muito bem. O beneficiário recebe um cartão para comprar apenas alimentos em supermercados. Com o aumento das vendas, os donos de pequenos negócios contratam novos funcionários para suprir a demanda. Estes novos empregos geram ainda mais renda e por sua vez mais demanda, não só por alimentos mas também por outros serviços.

Com o fim do Bolsa família acaba-se o iniciador deste ciclo de prosperidade. Corta-se verbas das áreas sociais que virarão isenções de impostos para as ricas grandes empresas. Concentrar renda é uma das habilidades tucanas, principalmente em São Paulo.
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O que não vai faltar nestes próximos três meses são comparações entre os candidatos. Publicarei também motivos para não votar em Marina e para votar em Dilma. Aguardem!