domingo, 12 de maio de 2013

Contra a liberação da maconha e outras drogas

Em meio a marcha da maconha, recentemente deflagrada no Rio de Janeiro e outras capitais, não posso deixar de registar o quanto sou a favor da livre manifestação de pensamento, apesar de ser ainda mais enfaticamente contra a liberação das drogas, inclusive a maconha.

Defendida como erva natural, a Cannabis pode até mesmo ser uma droga de baixa toxidade, comparada ao álcool ou ao tabaco, mas é risível achar que os danos causados ao indivíduo e à sociedade sejam insignificantes. Nada justifica sua descriminalização.

Ninguém precisa de mais um droga legalmente liberada. Só porque alguém pode legalmente se envenenar com cigarro e cerveja isso não quer dizer que qualquer tipo de porcaria deva ser vendido em qualquer esquina. Quanto mais difícil o acesso às drogas melhor será o destino de nosso povo.

Acreditar que não há danos permanentes com o uso de maconha é muita ingenuidade. Certamente coisa de quem nunca conversou com um usuário de longa data desta droga. São todos de conversa lenta, pensamentos pouco concretos e mente fracamente afiada. A maconha afeta fortemente a região do cérebro responsável pela memória de curto prazo, diminuindo assim a habilidade de argumentação e aprendizado [1] [2] [3] [4].

Não se engane com estudos que supostamente comprovam que a erva não causa qualquer dano ao cérebro, pois dada a dificuldade em analisar variáveis tão subjetivas como memória ou aprendizado, qualquer conclusão pode acabar sendo delineada, ou até mesmo forçada. O fato é que encontra-se grande correlação entre adolescentes usuários desta droga e baixo rendimento escolar, problemas familiares e outros casos ainda mais graves [5] [6] [7].

Mesmo que os danos não sejam permanentes, ou seja, mesmo que possam ser minimizados com alguns meses de abstinência, devemos lembrar que a maconha é uma droga viciante, ou seja, haverá grande probabilidade de ser utilizada com frequência a partir do momento em que for administrada uma única vez. Em outras palavras, o dano permanente à sociedade existe de qualquer forma, pois não se pode esperar que pessoas afetadas por drogas ocupem seu lugar e sua responsabilidade na sociedade.

A diminuição do tráfico de drogas também não deve ser usada para justificar a liberação da maconha, pois este continuará a existir disponibilizando cocaína, heroína, crack e outras porcarias. A maconha não é a principal fonte de renda do traficante e nada mudará a guerra anti-drogas. Na minha opinião, a descriminalização da maconha vai tornar o cenário ainda mais desfavorável, pois sabe-se que a erva muitas vezes apresenta à seus usuários outros entorpecentes mais poderosos.

O motivo mais importante que me faz ser contra a liberação do uso de maconha é simplesmente o objetivo principal da educação, motivo da existência de tantas escolas e faculdades, que é formar um indivíduo capaz de substituir, com superioridade, os mais velhos da sociedade. Nossa vida útil não é muito maior que 70 ou 80 anos, portanto precisamos  garantir que exista uma ótima geração futura de Médicos, Engenheiros, Físicos, Matemáticos, Sociólogos e outros. A maconha, neste cenário, favorece apenas a desvirtuar este processo e a proibição desta, dificultando seu uso, é um grande benefício ao futuro do ser humano.

Aos que esbravejam pela legalização, estejam certos que lutarei para que tenham plena liberdade de expressar qualquer ideia, mas minha sincera opinião é que seria muito mais inteligente parar de exigir o direito a se envenenar e brigar pela acesso à educação e saúde de qualidade para o nosso povo. Em outras palavras, apague seu veneninho e vá ler um livro!